Um amor breve é quando você admite que sim, ama aquele ser desconhecido, apenas pelo o que ele representa para você, sem cobranças, sem doenças, sem neuras.
É não ter ciúme, é não desejar mal, é não ser um ex-namorado. É andar de mãos dadas, é inventar brincadeiras. É “apenas” mais uma página na sua história, é quando você se dá conta de que viveu algo especial, mas que não rende um capítulo inteiro da sua vida. Em uma comparação rota, paixões são capítulos de um livro, o amor [aquele clássico e já conhecido grande volume]. Amores breves são contos de um livro sobre o amar.
E é muito fácil entender isso depois que você é iluminado, porque aí você entende que é só viver. Viver e deixar viver, como diz a canção. Que o amor livre dos anos 60 e 70 chegou para nós com cara de orgia, mas que pode sim ser elevado à categoria feliz de amor, breve amor.
One night stand, não sabe o nome da menino, esqueceu como o conheceu? Tudo bem se você lembra como ele chegou no seu peito pra dormir, ou como bebia água deixando escorrer uma gota no canto da boca. Encontro inesperado, pergunta direta e fim de noite forçadamente antecipado? Não há problema se no dia seguinte vocês dançaram sozinhos na chuva, tomando cerveja ou se ela, depois de tantas diferentes danças, dormiu pesado, provocando carinhos e apelidos inesperados.
As histórias são muitas… São quantas cabem na memória.
E não, não é sempre que isso acontece, e você não sabe quando vai acontecer. Umas seguem o curso natural do esquecimento e passam sem deixar marca. Algumas crescem e viram outras coisas, imprevisíveis.
Outras, quando você se dá conta, estão lá desde sempre. São indeléveis.
