domingo, 29 de agosto de 2010

Um amor breve é quando você admite que sim, ama aquele ser desconhecido, apenas pelo o que ele representa para você, sem cobranças, sem doenças, sem neuras.

É não ter ciúme, é não desejar mal, é não ser um ex-namorado. É andar de mãos dadas, é inventar brincadeiras. É “apenas” mais uma página na sua história, é quando você se dá conta de que viveu algo especial, mas que não rende um capítulo inteiro da sua vida. Em uma comparação rota, paixões são capítulos de um livro, o amor [aquele clássico e já conhecido grande volume]. Amores breves são contos de um livro sobre o amar.

E é muito fácil entender isso depois que você é iluminado, porque aí você entende que é só viver. Viver e deixar viver, como diz a canção. Que o amor livre dos anos 60 e 70 chegou para nós com cara de orgia, mas que pode sim ser elevado à categoria feliz de amor, breve amor.

One night stand, não sabe o nome da menino, esqueceu como o conheceu? Tudo bem se você lembra como ele chegou no seu peito pra dormir, ou como bebia água deixando escorrer uma gota no canto da boca. Encontro inesperado, pergunta direta e fim de noite forçadamente antecipado? Não há problema se no dia seguinte vocês dançaram sozinhos na chuva, tomando cerveja ou se ela, depois de tantas diferentes danças, dormiu pesado, provocando carinhos e apelidos inesperados.

As histórias são muitas… São quantas cabem na memória.

E não, não é sempre que isso acontece, e você não sabe quando vai acontecer. Umas seguem o curso natural do esquecimento e passam sem deixar marca. Algumas crescem e viram outras coisas, imprevisíveis.

Outras, quando você se dá conta, estão lá desde sempre. São indeléveis.

Texto de Pedro Jansen

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

não tenho saudades de você. mas tenho saudade de você quando; acordava às 7h com uma mensagem tua. quando você me ligava às 8h para dar aquele bom dia amor. que voz!. das nossas conversas banais, mas tão cheias de carinho, amizade, tesão. das nossas tardes quentes. lembra? quando quase fomos flagrados?. tenho saudade da despedida. de quando você ligava reclamando. da tua preocupação. da tua alegria. da tua vitalidade. de quando você falava, tu não tá nem ai pra mim. dos finais de semana, pois nunca estava sozinha. e agora?. tudo continuou como tinha de ser. sinto falta do teu amor. ninguém mais quer mais perder tempo. não tenho saudades de você. mas tenho saudade de você quando...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pensava que minha solidão fosse questão de companhia. Quando ele apareceu pensei que finalmente essa solidão fosse sair de mim. Mas não. Me vi entristecida. E era sem razão. Como pude ficar assim? Se ele estava ali pra quando eu precisasse.. Compreendi depois que a solidão está entranhada, por mais que o amor esteja presente diariamente. É algo intrínseco, pessoal e intransferível. Entendi que não sou só eu que me sinto assim, as vezes. Ontem um amigo disse que estava se sentindo um lixo. Que sabia que ia passar. Mas que não entendia porque tinha de ser forte. Muito menos porque as pessoas não conseguiam decifrá-lo. Nem um olhar. Nenhum abraço. Uma palavra de conforto. Ele reclamou. Será que é muito difícil para as pessoas entenderem o que queremos? Será que tenho de esconder meus sentimentos? Ele me questionou. Mas tudo que eu falasse seria comum. Falei apenas que ia passar. Sem desdém. Contei experiências passadas.. Fui conversando até que ele se acalmou.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ela era feliz a doidado. Seus vestidos, floridos, soltos, seu sorriso, bonito, seu corpo, lindo como poucos, seu desejo, excessivo, tenso, tesão intenso, ela queria sempre, sempre, queria amar todos os homens, gostava de homem, gostava de tudo neles, de quase tudo, gosta ainda: de barba, do cheiro, de ombros largos, gosta de peito com pêlos, de pernas longas, gosta de alisar, esfregar, arranhar, lamber e beijar. Gosta de gostar, porque muitas delas se atrapalham, com medo de se entregar. Mas ela, não. Adora se dar, adora se excitar e excitar. Texto de Marcelo Rubem Paiva (continue lendo)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

porque hoje é segunda e já me pego stressada. queria chegar em casa e dar aquela aliviada. depois num simples piscar de olhos estar totalmente livre aqui no meu quarto sempre quente. acho que vou dormir agora...

domingo, 8 de agosto de 2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SSssSSssSSss.. esvaziando

Quando penso em você repito diversas vezes o seu nome. Em voz alta ou murmurando. Talvez de tanto falar algum dia você se materializa. Ou aos poucos você vai se esvaziando daqui de dentro. Lá vai SSSSSSSsssssssSSSSSSSSSSssssssss. Um dia você simplesmente desaparece.
p.s. o 'S' não é a inicial dele. É 'S' de sicrano.